sábado, 4 de dezembro de 2010

surgimento do natal

A data atual de 25 de dezembro aceita como a data do nascimento de Jesus, foi fixada em 440 d.C. Esta data foi fixada para cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa "mitraica" (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos), que celebrava o "natalis invicti Solis" ("nascimento do vitorioso Sol") e várias outras festividades decorrentes do solstício do inverno, como os "saturnália" em Roma e os "cultos solares" entre os celtas e os germânicos.
A idéia central das missas de Natal revela claramente esta origem:as noites eram mais longas e frias, pelo que, em todos esses ritos, se ofereciam sacrifícios propiciatórios e se suplicava pelo retorno da luz.
A liturgia natalina retoma essa idéia e identifica Cristo com a verdadeira luz do mundo.
A Árvore de Natal é de origem germânica, datando do tempo de São Bonifácio que viveu no VI Século. Foi adotada para substituir os sacrifícios que eram feitos ao "Carvalho Sagrado de Odin" (uma árvore) quando adorava-se uma árvore, em homenagem ao Deus-menino.
Este carvalho sagrado de Odin, também conhecido como o carvalho sagrado de Tor, foi cortado por Bonifácio (missionário cristão), na cidade Germânica de Geismar na tentativa de acabar com este culto pagão.
Os pagãos que cultuavam ao carvalho, acreditavam que "Tor" um deus em quem eles criam, destruiria o missionário atrevido; porém, não foi isso que se viu, mas um vento forte começou a soprar e derrubou a árvore, e muitos destes adoradores do carvalho, se converteram ao cristianismo. Bonifácio, aproveitou então a madeira e com ela construiu um capela.
No Brasil, é a celebração que mais profundamente está enraizada no sentimento nacional sugerindo riquÍssImo material poético e folclórico, com base na religiosidade. Cognominada simplesmente, no interior brasileiro, de noite de festa, tendo seu ponto alto na "Missa do Galo" celebrada à meia-noite pelas Igrejas  Católicas.
Temos então dois fatos interessantes: Há controvérsia quanto a data do nascimento de Jesus em 25 de dezembro foi a data fixada, mas não se tem provas de que realmente foi neste dia que Jesus nasceu. Todo o mundo cristão aceita 25 de dezembro como a data do nascimento de Jesus.
Para o cristão não importa o dia que Jesus nasceu. Na verdade ele deve nascer todos os dias em nossos corações e nos corações dos milhares e milhares que se entregam a ele todos os dias, todos os anos.
A Árvore no entanto teve sua origem em uma festa pagã, contudo Bonifácio derrubou a árvore objeto da adoração e houve conversões. A árvore de Natal, foi introduzida na festividade do nascimento de Jesus pela tradição católica. A Igreja Católica era a única igreja cristã no mundo até o século XV quando surgiu o movimento reformista de Lutero, que culminou com o surgimento das igrejas protestantes.
No surgimento e crescimento do protestantismo, incorporou-se a Árvore de Natal da tradição católica para a igreja protestante.
A Árvore de Natal nunca foi, nem é objeto de adoração pelo cristianismo, apenas uma árvore cheia de luzes e uma estrela que nos lembra a estrela que guiou os pastores segundo a Bíblia quando do nascimento de Jesus.
A igreja evangélica em sua maioria nada tem contra a Árvore de Natal e os presépios etc. Se tivéssemos de questionar estes fatos teríamos de começar com o próprio dia de Natal.
A Árvore de Natal deve ser apenas uma árvore enfeitada de luzes e estrelas com o objetivo de lembrar-nos que Jesus nasceu. "...eis aqui vos trago boa nova de grande alegria que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:10-11).
A alegria da vinda de Jesus deve ser o ponto forte das festividades de Natal. A alegria não deve estar no presente, nem na comida, nem na bebida, mas centrada no presente de Deus ao homem: Jesus.
As festividades de Natal deviam se consumar como o maior evento para  evangelização do mundo. Porque quase todos os povos reconhecem que Jesus Nasceu e por isso lhe rendem louvores. Não vamos ficar ausentes desta alegria que envolve o mundo, pelo fato de que no século VI um carvalho era adorado na Alemanha.
A Árvore de Natal portanto para a igreja cristã não é um ídolo e não é objeto de adoração.
Quanto a associação do culto a Baal e as festividades do Natal, devemos deixar claro que Baal era um deus que predominava entre os cananeus e moabitas, passando destes para o povo de Israel pelo casamento do Rei Acabe com Jezabel. O que tornou o culto fenício a Baal, a religião do Estado entre os israelitas, até que foi desarraigado no reinado de Jeú.
Em I Reis 18:20-40 temos por exemplo, o confronto entre Elias e os Profetas de Baal. Logo, desconhecemos qualquer ligação entre a árvore de natal e Baal.

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